Quando o prazo de entrega vira um problema para a obra: um alerta sobre a importância da logística dos fornecedores
Quando uma obra está programada, temos uma equipe técnica mobilizada, um cliente na expectativa e um cronograma a seguir. Se um material não chega no prazo combinado, o problema deixa de ser apenas uma falha logística do fornecedor e passa a ser um gargalo na execução do nosso serviço.
Para quem vive o dia a dia de obras elétricas, especialmente na infraestrutura para carregadores de veículos elétricos, planejamento e prazo não são meros detalhes. Eles são a espinha dorsal do serviço.

Justificando via WhatsApp para o cliente que estava indo pessoalmente conversar sobre o incidente.
Quando uma obra está programada, temos uma equipe técnica mobilizada, um cliente na expectativa e um cronograma a seguir. Se um material não chega no prazo combinado, o problema deixa de ser apenas uma falha logística do fornecedor e passa a ser um gargalo na execução do nosso serviço.
Recentemente, a P-Solar passou por duas situações distintas envolvendo a logística de um mesmo fornecedor, a Santil. O objetivo deste artigo não é fazer uma crítica gratuita à empresa, mas sim compartilhar uma vivência real do mercado e propor uma reflexão fundamental para nós, profissionais, e também para os consumidores: preço e variedade são ótimos, mas a capacidade de cumprir prazos precisa ter peso igual na escolha de um fornecedor.
O primeiro episódio: um atraso contornado pelo bom atendimento
Há cerca de um mês, compramos materiais na Santil para a instalação de um wallbox WEG WEMOB de 7,4 kW em um residencial em Alphaville. O escopo envolvia a adequação do padrão de entrada, cabeamento de alta qualidade e a entrega do ponto de recarga em Modo 3.
A modalidade escolhida foi a retirada dos materiais na loja da Santil em Alphaville. No entanto, no dia programado, os itens não estavam separados e disponíveis.
Aqui, é preciso registrar o outro lado da moeda. Ao acionar o vendedor Elton e a gerência na ocasião, encontramos uma equipe disposta a resolver o B.O. Eles se movimentaram, disponibilizaram os materiais imediatamente e permitiram que a P-Solar seguisse com a obra. Tivemos um atraso de umas três horas para iniciar, mas o serviço foi entregue com excelência e no mesmo dia.
Apesar do susto, a experiência final foi positiva. Fiz questão, inclusive, de deixar uma avaliação positiva no Google, reconhecendo a boa vontade da equipe da loja em não nos deixar na mão.
Um mês depois, a história se repete (com um agravante)
Na semana do dia 12 de outubro, aproximadamente um mês após o primeiro caso, o raio caiu no mesmo lugar.
Desta vez, a compra foi feita pelo e-commerce da Santil, com solicitação de entrega direta no endereço do cliente. O prazo previsto estourou e o material não chegou.
A diferença fundamental aqui é que não havia a opção de "dar um pulo na loja" para retirar e salvar o dia. A obra já estava programada. A equipe já estava mobilizada. O cliente já estava esperando.
O resultado prático e doloroso disso? A obra já sofreu dois dias de impacto exclusivo por conta desse atraso logístico.
Quando o atraso do fornecedor vira prejuízo para o instalador
Para quem olha de fora, dois dias podem parecer pouca coisa. Para uma empresa de engenharia e instalações, dois dias representam uma perda financeira considerável.
A equipe técnica precisa ser remunerada mesmo quando fica de braços cruzados esperando material. Há custos de deslocamento, a agenda da semana vira uma bola de neve e, o mais importante de tudo, a nossa reputação perante o cliente é colocada em xeque.
No nosso caso, esse atraso comeu a margem financeira da obra. É um prejuízo absorvido 100% por quem está executando o serviço.
É exatamente isso que quero alertar aos colegas de profissão: um fornecedor pode ter um produto excelente e o melhor preço do mercado, mas se o material não chegar na data combinada, o seu planejamento vai por água abaixo.
E o atendimento de hoje? O fator humano tentando salvar o processo
Diante do atraso, tentamos contato telefônico para buscar uma solução. Em uma das tentativas, a ligação simplesmente era desligada antes que conseguíssemos falar com a gerência (e tenho a impressão que o funcionário que atendeu desligou propositalmente).
Sem tempo a perder, decidi ir hoje (13/10) pessoalmente à loja da Santil em Alphaville para formalizar a reclamação e resolver isso frente a frente. E aqui faço questão de ser muito justo: fui atendido pelo gerente Neto Paixão, que fez a diferença.
Neto foi extremamente cortês, entendeu a gravidade da situação e fez absolutamente tudo o que estava ao seu alcance para amenizar o impacto gerado por esse problema logístico que, no fim das contas, veio do e-commerce/distribuição. Ele escalou o caso internamente com agilidade e nos deu um novo posicionamento de que a entrega deverá ocorrer amanhã, dia 14 de outubro de 2026.
Isso mostra que, mesmo no meio de uma experiência corporativa negativa (a falha logística), continuamos apostando no diálogo e esbarramos em profissionais sérios, como o Neto, que vestem a camisa para tentar ajudar o cliente.
A P-Solar não tem fornecedor "de estimação"
Sempre deixo isso muito claro: a P-Solar não escolhe parceiros apenas por costume. Não temos rabo preso com nenhuma marca ou loja.
Nossa escolha é sempre baseada no que é melhor, mais seguro e mais eficiente para cada obra e cada cliente.
Preço, qualidade, disponibilidade, prazo de entrega, suporte e confiabilidade formam o pacote que avaliamos. Um fornecedor pode ser imbatível no balcão, mas falhar no e-commerce. Cabe a nós, profissionais, mapear isso. E quando uma falha dessas acontece, ela entra na balança das próximas cotações.
O que levamos de lição?
Para você que atua com instalações, construção ou manutenção, faça a si mesmo estas perguntas antes de fechar o carrinho de compras:
- O produto está realmente em estoque?
- O prazo informado é histórico de ser cumprido?
- A entrega é própria ou terceirizada? Tem rastreio?
- Se der problema, o canal de resolução é ágil?
- Se a entrega falhar, posso retirar em loja física?
- Eu tenho um "Plano B" para materiais críticos?
- Quem paga a conta da minha equipe parada se o material não chegar?
Parece exagero até o dia em que você fica com dois técnicos sentados no meio-fio esperando uma transportadora. Logística é custo de obra.
Escolher com critério é proteger a sua reputação
Este texto não afirma que a Santil é uma empresa ruim ou que todo mundo terá problemas com eles. Como relatei, já fomos salvos pelo Helton no mês passado e muito bem atendidos pelo gerente Neto Paixão hoje.
O alerta aqui transcende a Santil. Serve para qualquer fornecedor.
Antes de olhar só para o preço no final da nota fiscal, avalie a robustez logística da empresa. Porque, no final do dia, quem dá as caras para o cliente somos nós.
Se o fornecedor atrasa, é o nosso telefone que toca. Se a equipe para, é do nosso bolso que sai. Se o cliente se frustra, é o nosso nome que está na reta.
Espaço aberto para a Santil
Como sempre prezamos pela transparência, este espaço está aberto para a Santil.
Caso a empresa queira se manifestar oficialmente sobre os fatos relatados ou apresentar melhorias nos seus processos de entrega, basta entrar em contato. Teremos a maior satisfação em publicar a resposta na íntegra, garantindo que nossos leitores tenham acesso a todos os lados da história.
Nosso objetivo é um só: elevar o nível do mercado, compartilhar experiências reais e ajudar profissionais e clientes a tomarem decisões cada vez mais seguras.
Sobre o autor
Prof. Tiago de Oliveira Pereira
Eletrotécnico CRT-SP 39010733882
Responsável técnico da P-Solar. Projeta e executa instalações de carregadores veiculares, energia solar e retrofit elétrico com emissão de TRT.
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